Qual é o prazo máximo do crédito habitação em 2026?

Atualmente, o limite prudencial de referência é de 40 anos para mutuários com idade igual ou inferior a 35 anos e de 35 anos para mutuários com mais de 35 anos. Estes limites aplicam-se aos novos contratos de crédito à habitação e a outros créditos garantidos por hipoteca abrangidos pela recomendação macroprudencial. O prazo efetivamente aprovado pode ser menor, porque o banco continua a avaliar a solvabilidade e a aplicar a sua própria política de risco.

É importante distinguir duas ideias: o prazo máximo permitido/recomendado e o prazo que faz sentido para o orçamento. Um contrato mais longo pode baixar a prestação mensal, mas prolonga o endividamento e tende a aumentar o montante total de juros.

Os limites atuais por idade são 40 ou 35 anos

A simplificação introduzida em 2026 deixou dois grandes escalões. Quem tem até 35 anos pode enquadrar-se num prazo máximo de 40 anos. Quem já tem mais de 35 anos fica, em regra, limitado a 35 anos. O enquadramento é prudencial: não significa que todas as instituições tenham de oferecer o prazo máximo a todos os clientes.

Idade do mutuárioPrazo máximo de referênciaLeitura prática
Até 35 anos40 anosPode ser possível contratar até 480 meses, sujeito à análise do banco.
Mais de 35 anos35 anosO prazo máximo prudencial passa para 420 meses.
Dois ou mais titularesDepende do mais velhoA idade do mutuário mais velho pode determinar o escalão aplicável.

O que mudou em agosto de 2026?

Até meados de 2026 existia um escalão intermédio: mutuários com mais de 30 e até 35 anos estavam normalmente limitados a 37 anos. O enquadramento atual passou a permitir até 40 anos para todo o grupo até aos 35 anos. Para quem tem mais de 35 anos, o máximo de referência mantém-se nos 35 anos.

Esta alteração pode reduzir a prestação inicial de alguns mutuários entre 31 e 35 anos, mas não transforma um prazo de 40 anos numa escolha automaticamente melhor. O custo total e a exposição a alterações de rendimento ou taxa continuam a ser relevantes.

O prazo máximo não é o mesmo que o prazo médio

O prazo máximo é o teto aplicável ao contrato individual. Já a maturidade média era uma referência sobre o conjunto dos novos contratos concedidos pelas instituições. Para quem compara propostas, o ponto essencial é não confundir estes conceitos: uma pessoa pode estar dentro do limite máximo e, ainda assim, receber uma proposta com menos anos por razões de risco ou política comercial.

Pessoa a rever duração e condições do crédito habitação

Como a idade altera o prazo disponível?

A idade pesa porque um contrato de 35 ou 40 anos atravessa diferentes fases da vida financeira. Quanto mais tarde começa o empréstimo, maior é a probabilidade de parte relevante da amortização decorrer durante a reforma. O banco deve avaliar se os rendimentos previstos continuam a suportar a prestação e os restantes encargos.

A idade não funciona isoladamente. Um mutuário mais velho com elevada entrada, dívida reduzida e rendimento estável pode apresentar um risco diferente de um mutuário mais jovem com taxa de esforço elevada. Ainda assim, o limite prudencial de maturidade continua a impor o teto máximo.

Num crédito com dois titulares, qual idade conta?

Quando existem vários titulares, a regra usada na aplicação da recomendação considera a idade do mutuário mais velho. Isto é especialmente importante em casais com diferença de idade. Se um titular tiver 34 anos e o outro 38, o contrato não deve ser planeado como se ambos estivessem no escalão até 35 anos; a idade do titular mais velho pode levar o prazo máximo para 35 anos.

O banco pode ter um limite de idade no final do contrato?

Sim, a política comercial pode ser mais conservadora do que o teto prudencial. Algumas instituições analisam também a idade prevista no fim do empréstimo e podem propor um prazo inferior ao máximo. Não existe um número comercial único válido para todos os bancos, pelo que a FINE e a simulação da instituição são a referência concreta para cada processo.

A reforma pode reduzir o prazo mesmo antes do limite máximo

Se uma parte significativa do contrato decorrer depois da idade de reforma, a instituição pode projetar um rendimento futuro inferior ao rendimento atual. Isso pode reduzir a capacidade de endividamento ou levar a um prazo mais curto. Este ponto é especialmente relevante para mutuários que se aproximam da reforma; veja também o guia sobre crédito habitação para reformados.

Um prazo maior reduz a prestação mensal

Mantendo o mesmo capital e a mesma taxa, distribuir a amortização por mais anos reduz normalmente a prestação mensal. É por isso que um prazo de 35 ou 40 anos pode tornar o rácio mensal mais confortável. Porém, a dívida permanece por mais tempo e o capital desce mais lentamente nos primeiros anos.

O simulador do Banco de Portugal ilustra precisamente este efeito: aumentar o prazo reduz a prestação, mas aumenta o total de juros pagos ao longo da vida do empréstimo.

Um prazo maior aumenta o custo total dos juros

A principal contrapartida de alongar o contrato é o custo total. Mesmo que a taxa nominal seja igual, existem mais meses durante os quais incidem juros sobre o capital em dívida. Por isso, comparar apenas a prestação mensal pode levar a uma decisão incompleta. A TAEG e o MTIC ajudam a perceber o custo global da proposta.

Exemplo: 200.000 € a 3,5%Prestação aproximadaJuros totais aproximados
25 anos1.001 €/mês100.374 €
30 anos898 €/mês123.312 €
35 anos827 €/mês147.164 €
40 anos775 €/mês171.895 €

Exemplo meramente ilustrativo com taxa constante de 3,5%, sem seguros, comissões, impostos ou alterações de taxa. Não corresponde a uma proposta comercial.

Prazo e taxa de esforço: porque estão ligados?

Um prazo mais longo tende a baixar a prestação e, por consequência, pode reduzir o rácio entre encargos mensais de crédito e rendimento líquido. Mas isso não significa que o banco possa alongar indefinidamente o contrato para fazer caber a operação. O prazo continua limitado pela maturidade máxima aplicável e pela análise de solvabilidade.

Para perceber o outro lado da equação, consulte o guia sobre taxa de esforço no crédito habitação.

Um prazo mais longo não resolve uma taxa de esforço estruturalmente alta

Se o rendimento disponível já é demasiado baixo para o montante pretendido, aumentar de 30 para 35 ou 40 anos pode não ser suficiente. O banco considera também outros créditos, despesas regulares e cenários adversos. Nessas situações, aumentar a entrada, reduzir o montante pedido ou liquidar outras dívidas pode ter mais impacto do que estender o prazo ao máximo.

Casal a comparar prestação mensal e prazo do empréstimo

Prazo de 40 anos: quando pode estar disponível?

O prazo de 40 anos fica reservado ao escalão de mutuários com idade igual ou inferior a 35 anos no momento relevante da avaliação. Pode ser utilizado para reduzir a prestação inicial, aumentar a folga mensal ou acomodar uma compra com montante mais elevado. Ainda assim, o banco pode aprovar 35, 30 ou menos anos se considerar mais adequado ao perfil.

Para jovens que usam a garantia pública, a existência dessa garantia não elimina a análise de solvabilidade nem transforma 40 anos numa aprovação automática.

Prazo de 35 anos: quem fica neste limite?

Quem tem mais de 35 anos fica, em regra, no teto prudencial de 35 anos. Isso inclui um mutuário que acabou de ultrapassar os 35. O impacto pode ser relevante: menos cinco anos de amortização aumentam a prestação para o mesmo capital e taxa, embora reduzam normalmente o total de juros em comparação com 40 anos.

Exemplo aos 29, 34, 36 e 45 anos

Um mutuário de 29 anos pode, em princípio, enquadrar-se até 40 anos. Aos 34, a referência atual continua a ser 40 anos. Aos 36, o teto prudencial passa para 35 anos. Aos 45, o limite prudencial continua a ser 35 anos, embora a política da instituição, a idade no vencimento e o rendimento esperado na reforma possam reduzir ainda mais o prazo efetivamente oferecido.

E se fizer 36 anos durante o processo?

A idade relevante é a que a instituição considera quando realiza a avaliação de solvabilidade segundo as regras aplicáveis. Como uma diferença de poucos dias pode alterar o escalão, processos próximos do aniversário devem ser confirmados diretamente com o banco. Não convém assumir que a idade na primeira simulação será necessariamente a referência usada na aprovação final.

O banco é obrigado a conceder o prazo máximo?

Não. O prazo máximo é um teto prudencial, não um direito contratual. A instituição pode propor menos anos por motivos de risco, idade no final do contrato, estabilidade profissional, rendimento previsível, valor da entrada, tipo de imóvel ou outras características. Uma pré-aprovação também pode definir um prazo inferior ao máximo teórico.

A idade máxima no fim do empréstimo pode variar entre bancos

Além da recomendação macroprudencial, cada banco pode definir critérios internos sobre a idade no vencimento. Por isso, duas instituições podem apresentar durações diferentes ao mesmo agregado. Este é um bom motivo para comparar mais do que uma FINE e não assumir que o primeiro prazo proposto é o único disponível no mercado.

O LTV também influencia a análise, mas não muda o teto de maturidade

Ter uma entrada maior reduz o LTV e o montante financiado, o que pode melhorar o risco da operação e a prestação. No entanto, um LTV baixo não autoriza ultrapassar o prazo máximo prudencial. São critérios distintos: o LTV limita a relação entre financiamento e valor do imóvel; a maturidade limita a duração do contrato.

Prazo máximo para segunda habitação ou investimento

O limite de maturidade aplica-se também aos créditos hipotecários abrangidos, mas a finalidade do imóvel altera outros parâmetros, sobretudo o LTV. Para finalidades diferentes de habitação própria e permanente, a referência de financiamento tende a ser mais conservadora. Veja crédito para segunda habitação e crédito habitação para investimento.

Família a avaliar duração e custo do crédito habitação

Transferir o crédito pode alterar o prazo?

Uma transferência para outro banco implica uma nova operação e uma nova avaliação. O banco de destino pode propor manter o prazo remanescente, encurtá-lo ou, dentro dos limites aplicáveis, reorganizá-lo. Não deve partir do princípio de que a transferência permite recuperar automaticamente o prazo máximo original. Consulte transferência de crédito habitação.

Renegociar com o mesmo banco pode incluir alteração do prazo

Em determinados casos, a renegociação pode incluir o alargamento ou redução do prazo, dependendo do contrato e da avaliação do banco. Um prazo maior pode aliviar temporariamente a prestação, mas aumenta o custo total e prolonga a dívida. Se o objetivo é apenas baixar a mensalidade, compare o efeito com outras alternativas, como rever spread, seguros ou modalidade de taxa.

Há exceções quando o objetivo é prevenir incumprimento?

As regras prudenciais admitem tratamento específico quando uma alteração contratual tem como objetivo prevenir ou regularizar situações de incumprimento. Isto não significa que qualquer cliente possa pedir um prazo superior por conveniência. São situações de reestruturação com enquadramento próprio e análise individual da instituição.

Crédito bonificado para pessoas com deficiência tem regras especiais

Existem regimes especiais que não devem ser confundidos com o crédito habitação comum. No crédito bonificado à habitação para pessoas com deficiência, por exemplo, podem existir condições legais específicas, incluindo prazo máximo próprio. Se esse for o seu caso, consulte o guia de crédito habitação bonificado para pessoas com deficiência e confirme o regime aplicável.

Pessoa a rever a FINE e o prazo de um crédito habitação

Como aparece o prazo na FINE?

A Ficha de Informação Normalizada Europeia apresenta a duração do empréstimo, modalidade de reembolso, taxa, prestação e outros custos relevantes. Ao comparar propostas, confirme se está a comparar o mesmo capital e a mesma duração. Uma proposta com prestação mais baixa pode simplesmente estar a usar um prazo maior, e não condições financeiras melhores.

Prazo, TAN, TAEG e MTIC devem ser analisados em conjunto

A TAN ajuda a perceber o juro nominal, mas não inclui todos os encargos. A TAEG agrega custos obrigatórios relevantes e o MTIC mostra o montante total imputado ao consumidor. Quando muda o prazo, estes indicadores também podem mudar. Para aprofundar, consulte custos e comissões do crédito habitação.

Como escolher entre 25, 30, 35 e 40 anos?

Comece pela prestação que o agregado consegue suportar com margem para despesas, poupança e imprevistos. Depois compare o custo total de diferentes prazos. Se 30 anos já produz uma prestação confortável, alongar para 40 pode acrescentar muitos juros sem benefício suficiente. Se 30 anos deixa o orçamento demasiado apertado, 35 ou 40 pode dar flexibilidade, desde que esteja dentro do limite de idade e da análise bancária.

Quando um prazo mais curto pode fazer sentido

Um prazo menor pode ser interessante quando existe rendimento estável, taxa de esforço moderada e capacidade para uma prestação superior. A dívida termina mais cedo e, mantendo a mesma taxa, o total de juros tende a ser inferior. Também reduz o período durante o qual o orçamento está exposto a mudanças de emprego, rendimento ou taxas.

Quando um prazo mais longo pode fazer sentido

Um prazo maior pode preservar liquidez e reduzir a prestação inicial, sobretudo em fases de compra com muitas despesas. Pode também dar margem para poupança ou amortizações futuras. O risco é transformar essa flexibilidade numa dívida desnecessariamente longa. Se escolher o prazo máximo, vale a pena rever periodicamente se continua a fazer sentido.

Amortizar antecipadamente pode compensar um prazo inicial longo

Alguns mutuários escolhem um prazo mais longo para garantir uma prestação obrigatória mais baixa e depois fazem amortizações extraordinárias quando têm liquidez. Esta estratégia pode reduzir capital e juros, mas deve considerar a comissão aplicável à amortização antecipada e as condições contratuais. Consulte amortização antecipada do crédito habitação.

Casal a planear amortizações e duração do crédito

O prazo deve ser testado com uma subida de taxa

Se a taxa for variável ou mista, uma prestação confortável hoje pode aumentar no futuro. Ao escolher a duração, faça uma simulação com uma taxa superior e confirme se o orçamento continua sustentável. Um prazo longo reduz a amortização mensal de capital, mas deixa o contrato exposto durante mais tempo à evolução das taxas.

Também deve testar uma redução de rendimento

Mudanças de emprego, licenças, desemprego, reforma ou redução temporária de rendimento podem alterar a capacidade de pagamento. Um prazo adequado não é apenas aquele que produz a prestação mínima; é aquele que deixa margem financeira suficiente para absorver períodos menos favoráveis.

Checklist antes de escolher o prazo do crédito habitação

Confirme a idade de todos os titulares, o prazo máximo aplicável, a prestação em vários cenários, a taxa de esforço, a TAEG, o MTIC, seguros, entrada, reservas de emergência e idade prevista no fim do contrato. Peça a FINE de mais do que uma proposta e compare sempre com o mesmo montante e finalidade.

Se uma proposta só parece viável quando esticada até ao máximo, volte a testar o montante da compra e a entrada. O objetivo não é usar todos os anos disponíveis, mas encontrar uma estrutura de dívida compatível com o orçamento.

Erros comuns ao escolher o prazo máximo

Os erros mais frequentes são olhar apenas para a prestação, usar regras de 2022 como se ainda fossem atuais, ignorar a idade do titular mais velho, presumir que o banco é obrigado a conceder 40 anos, esquecer o custo total dos juros e não considerar a reforma ou uma subida de taxa. Outro erro é comparar propostas com prazos diferentes e atribuir a diferença de prestação apenas ao spread.

Casal a rever o plano financeiro da casa

O prazo influencia a escolha entre taxa fixa, mista e variável

Quanto maior for a duração do contrato, mais importante se torna perceber durante quanto tempo a taxa fica protegida. Numa taxa fixa durante todo o prazo, a prestação de capital e juros é previsível, mas o preço dessa previsibilidade pode ser diferente do observado numa taxa variável. Numa taxa mista, existe um primeiro período fixo e depois uma fase indexada, normalmente à Euribor. Um contrato de 35 ou 40 anos pode atravessar vários ciclos de taxas.

Por isso, não escolha o prazo sem olhar para a modalidade de taxa. Uma prestação inicial baixa num prazo longo e com taxa variável pode subir no futuro. Compare cenários e veja também taxa fixa ou variável no crédito habitação.

Família a planear a duração de um crédito habitação

O seguro de vida também pode ficar mais caro num prazo longo

Nos créditos em que existe seguro de vida associado, o prémio pode variar com idade, capital em dívida e coberturas. Um prazo mais longo mantém a apólice durante mais anos e pode fazer com que os prémios de fases mais avançadas da vida tenham maior peso no custo total. Não é correto comparar 30 e 40 anos apenas pelos juros do empréstimo quando os seguros fazem parte da proposta.

Peça o custo projetado dos seguros na FINE e verifique se pode contratar fora do banco sem perder condições relevantes. Para aprofundar, consulte seguro de vida no crédito habitação.

Um prazo longo exige mais disciplina financeira

Ter uma prestação obrigatória menor pode ser útil, mas também pode criar a sensação de que existe mais capacidade financeira do que realmente existe. Se escolher 40 anos, defina desde o início uma política para poupança, fundo de emergência e eventuais amortizações. Dessa forma, o prazo máximo funciona como margem de segurança e não como incentivo para manter a dívida durante quatro décadas sem revisão.

Reveja o prazo quando o rendimento aumentar

O prazo escolhido na compra não precisa de ser encarado como uma decisão imutável. Se o rendimento subir ou o agregado acumular poupança, pode ser possível amortizar capital, renegociar o prazo ou transferir o crédito. Antes de alterar, compare o efeito na prestação e no custo total e considere eventuais comissões. O objetivo é adaptar o contrato à evolução financeira, sem perder liquidez necessária para outras prioridades.

Pessoa a rever o plano de amortização do crédito habitação

Perguntas frequentes sobre o prazo máximo do crédito habitação

Qual é o prazo máximo do crédito habitação em 2026?

No enquadramento prudencial atual, a maturidade máxima recomendada é de 40 anos para mutuários com idade igual ou inferior a 35 anos e de 35 anos para mutuários com mais de 35 anos. A instituição pode aplicar um prazo mais curto após analisar o perfil e o risco.

Quem tem 31 a 35 anos ainda está limitado a 37 anos?

Não no regime atual. O escalão de 31 a 35 anos passou a poder enquadrar-se no máximo de 40 anos a partir das alterações aplicáveis desde agosto de 2026. A análise concreta continua dependente do banco.

Num crédito com dois titulares, qual idade conta para o prazo máximo?

Nos contratos com mais de um titular, a prática associada à recomendação considera a idade do mutuário mais velho. Assim, um titular acima dos 35 anos pode reduzir o prazo máximo prudencial do contrato para 35 anos.

Um prazo de 40 anos é sempre melhor porque baixa a prestação?

Não. Um prazo maior tende a reduzir a prestação mensal, mas aumenta o tempo de exposição à dívida e, mantendo a mesma taxa, aumenta o total de juros pagos. A comparação deve incluir prestação, TAEG, MTIC e margem financeira.

O banco é obrigado a conceder o prazo máximo permitido?

Não. O limite prudencial funciona como teto e não como direito do cliente. A instituição pode propor menos anos de acordo com idade, rendimentos, estabilidade profissional, taxa de esforço, risco e políticas internas.

Fontes e metodologia editorial

Atualizado em 23 de setembro de 2026 com base no enquadramento atualmente apresentado pelo Banco de Portugal e em informação de instituições sobre as alterações aplicáveis em 2026. Os limites prudenciais são tetos de referência; cada banco pode aplicar critérios mais conservadores e a aprovação depende sempre da avaliação de solvabilidade.